sábado, 8 de setembro de 2007

Estou nesse momento fazendo algo que seria inadmissível para meu pai, e para boa parte dos homens do mundo. Entregando meu destino as mãos alheias para o dia de hoje.
Apesar de haver grandes planos na vida que devem ser seguidos dentro do possível, não há razão para que um ser obsessivamente controlador, como eu por exemplo, exceto se for muito obsessivamente controlador querer ser dono de tudo em seu destino.

Nesse ted talk http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/93 Barry Schwartz questiona uma noção central interessante do nosso pensamento sobre o mundo, de que a liberdade de escolher gera felicidade pessoal.

Não é como se pessoas famosas não tivessem proposto essa possibilidade antes, na própria filosofia existencialista, a liberdade gera angústia e portanto a liberdade se torna de alguma maneira inimiga da felicidade pessoal. Mas ao sairmos desse pequeno engendro acadêmico, dificilmente pensamos o quanto na realidade escolher gera uma enorme pressão sobre nós, e vou contar meu caso pessoal, se não, isso não seria um blog. O diferencial do Ted Talk, é que, superior a filosofia, ele não trata de hipóteses, mas de dados, de avaliações de fato, e não de direito.

Convivo com bastante gente que, no que tange aos assunto mais importantes da vida, não gosta de escolher, de tomar as próprias, rédeas. E convivo com um ou outro, destaque para meu pai, que toma as rédeas de quase tudo quase sempre.

Não é difícil perceber o quão mais fácil é essa posição de não tomar as decisões. Não há a angústia de ter uma idéia ruim, não há a possibilidade de rejeição social, ninguém vai te condenar por querer sair, mas sim por onde você escolheu ir.

No próximo post, salvo grandes idéias, devo falar então sobre se o fato dessa posição ser fácil é ou não uma coisa ruim, e também, se eu ainda lembrar, comentar uma conversa sobre relacionamentos que tive outro dia que tem a ver.

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