terça-feira, 14 de outubro de 2008
Brainstormers
http://brainstormers.wordpress.com/2008/07/30/the-starting-gun-2/
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
contrário a felicidade
Em defesa da Ciência
(Resposta a Ciência e Bullshit.)
120 A prova do prazer - A opinião agradável é aceita como verdadeira: esta é a prova do prazer ( ou, como diz a igreja, a prova da força) da qual todas as religiões se orgulham, quando deveriam dela se envergonhar. Se a fé não trouxesse felicidade, nela não se acreditaria: portanto, quão pouco valor ela deve ter!
A forma como a sociedade está eliminando criacionismo, por mais que digam o contrário os defensores dos grandes argumentos racionais, não é através de argumentações, e digladiações intelectuais, com provas concretas. Ele está sendo eliminado pelo conhecimento da história, pela compreensão de como surgiu, e de para que desejos satisfazer surgiu. Aquele que compreende porque inventaram a Deus e porque esse meme foi mantido no intelecto coletivo, as emoções que ele modifica, e as promessas que a palavra carrega tem muito mais chance de se desencantar com Deus que aquele que lê argumentos, por mais precisos que sejam, contra a existência dele.
Deus existe e se mantém pela prova do prazer, e a constante revelação desse fato desperta em nossas emoções o gatilho que inicia o desencanto.
Existem muitos níveis de sofisticação para a prova do prazer, ela pode ocorrer desde quando rejeitamos a morte de um ente querido, dizendo, “não, não é verdade!” até os mais sofisticados e complexos argumentos a respeito de como o mundo é mais divino, soberbo, profundo, teleológico, complexo, espiritual, metafísico do que realmente é. Em uma palavra, Hegel.
A diferença intelectual entre o pós moderno e o cristão medieval é apenas o grau de sofisticação no qual seu intelecto ainda é capaz de tolerar a prova do prazer, para o intelectual, há muito menos escopo de prazer disponível, pois há muito mais, para ele, que é patentemente contraditório, somente é capaz de “acessar o divino” ou seja, de enganar sua própria racionalidade, quando trata de matérias de tal maneira complexas que sua cognição é incapaz de alçar tão alto vôo, e o mar de palavras finalmente tem o direito de se tornar poesia e emoção incompreensível, prazer, aceitação.
Quanto menor a previsibilidade de algo, seja um texto uma música ou um desenho, mais alto nas hierarquias corticais a informação há de subir antes de descer de volta, o apogeu, a epifania do neo-cortex são aquelas passagens que atingem o hipocampo, ativam os neurotransmissores e causam uma sensação de prazer que nos dá a sensação “Que genial isso!” (On Intelligence – Jeff Hawkings)
What is wanted is not the will to believe, but the wish to find out, which is the exact opposite. — Bertrand Russell
O thor é movido pela will to believe, e assim como muitos pós modernos, caiu no conto que assere que a ciência é só mais um campo de saber, como são as religiões e ou filosofias ao longo do tempo. Não é, e não o é porque ela não está baseada, como todas as demais formas de conhecimento, nessa Will to believe. E o wish to find out é sua única palavra de ordem. Isso a faz dinâmica. Não no sentido Hegeliano no qual o Espírito opera por leis dialéticas determinadas, e segue um curso que depende totalmente da fé do espectador. Mas sim pelo fato de que ela está disposta a mudar. O conjunto de idéias que a compõe hoje não há de ser o mesmo que amanhã, ela não é totemizada como Freud. Isso garante sua atualidade, e sua correspondência com o que é atual. Sua gradual aproximação de uma boa descrição do mundo.
Mas será a ciência capaz de descrever uma cadeira?
Do ponto de vista no qual uma cadeira tem um algo em si, ou uma essência, evidente que não, mas esse algo em si é somente uma inferência que fazemos a respeito da cadeira.
A inacessibilitade da cadeira só existe para quem a considera como tendo uma substância na qual suas propriedades se manifestam. Mas nada na nossa experiência indica isso. Temos diferentes experiências de uma cadeira, e essas experiências dizem respeito a propriedades que dizemos ser Da cadeira. Mas isso é apenas um preconceito linguístico. A cadeira é o conjunto de propriedades que atribuímos a ela. Não há razão de se postular uma substância metafísica na qual essas propriedades se manifestam ou realizam, uma coisa em si.
O que a ciência nos dá então é uma descrição adequada (e no tempo progressivamente mais adequada) de como as propriedades que constituem uma cadeira, no seu aspecto inter-subjetivo operam (ou seja, o que há de comum entre uma cadeira para mim e uma para você).
Não há a necessidade de fazer, como critica Descartes “de ofício saber mais do que se sabe”, coisa típica das ciências místicas como a astrologia.
É por isso que ela funciona, e é tecnicamente útil, o que confere a utilidade pragmática da ciência é a realidade do objeto que ela representa. A forma verdadeira como descreve o mundo é o que permite que o manipulemos. E só algum intelecto com muito escopo para a prova do prazer é capaz de negar que lida melhor com algo aquilo que melhor o compreende.
sábado, 8 de setembro de 2007
Apesar de haver grandes planos na vida que devem ser seguidos dentro do possível, não há razão para que um ser obsessivamente controlador, como eu por exemplo, exceto se for muito obsessivamente controlador querer ser dono de tudo em seu destino.
Nesse ted talk http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/93 Barry Schwartz questiona uma noção central interessante do nosso pensamento sobre o mundo, de que a liberdade de escolher gera felicidade pessoal.
Não é como se pessoas famosas não tivessem proposto essa possibilidade antes, na própria filosofia existencialista, a liberdade gera angústia e portanto a liberdade se torna de alguma maneira inimiga da felicidade pessoal. Mas ao sairmos desse pequeno engendro acadêmico, dificilmente pensamos o quanto na realidade escolher gera uma enorme pressão sobre nós, e vou contar meu caso pessoal, se não, isso não seria um blog. O diferencial do Ted Talk, é que, superior a filosofia, ele não trata de hipóteses, mas de dados, de avaliações de fato, e não de direito.
Convivo com bastante gente que, no que tange aos assunto mais importantes da vida, não gosta de escolher, de tomar as próprias, rédeas. E convivo com um ou outro, destaque para meu pai, que toma as rédeas de quase tudo quase sempre.
Não é difícil perceber o quão mais fácil é essa posição de não tomar as decisões. Não há a angústia de ter uma idéia ruim, não há a possibilidade de rejeição social, ninguém vai te condenar por querer sair, mas sim por onde você escolheu ir.
No próximo post, salvo grandes idéias, devo falar então sobre se o fato dessa posição ser fácil é ou não uma coisa ruim, e também, se eu ainda lembrar, comentar uma conversa sobre relacionamentos que tive outro dia que tem a ver.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Por outro lado, quando se é muito controlador ou masculino, a doença as vezes nos traz a possibilidade de nos fragilizarmos sem humilhação, e com isso ganho o direito de ser um pouco criança novamente, e depender do colo da namorada ou da mãe.
A doença, quando não houver namorada ou mãe por perto por outro lado, deve ser extremamente ruim. A solidão não é algo ruim por sí só, mas a solidão, sempre que acoplada a um estado de fragilidade, impossibilita completamente qualquer ideal de diversão, alegria ou felicidade perene.
Minha conclusão, evidentemente passa a ser que, de fato, devo cuidar de minha saude sempre que estiver sozinho, e quase sempre que estiver não sozinho.
Se eu não tiver nenhum insight brilhante, na próxima vez que escrever aqui quero escrever sobre a possibilidade de se entregar para alguma coisa, principalmente se entregar na mão dos outros.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Sempre gostei das coisas escritas em itálico, então os minhas primeiras frases aqui nesse blog também serão criadas nesse estilo.
Queria falar sobre o visual escuro do blog. Ele é basicamente uma apelação emocional interna minha. Eu adorava o ICQ, no ICQ a gente tinha direito de escolher o pano de fundo das conversas, eu sempre punha o meu pano de fundo como alguma cor muito escura, de modo que meus olhos nunca ficavam doendo ao longo da madrugada, era ótimo, um grande passo para a minha felicidade atual e futura seria a possibilidade de recuperação desse feature que o ICQ tinha. Uma pena que, mesmo que o MSN criasse isso, eu uso linux, e não me ajudaria muito tão cedo.